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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

#FevereiroRereads - Primeiras impressões

Hoje eu vim falar um pouco das minhas impressões da primeira semana participando do projeto Fevereiro Rereads, criado pela Thereza Andrada do canal Thereza Reads. O projeto consiste em reler alguns livros durante o mês de fevereiro e está rolando desde o dia 13 até o dia 24. Vem ver como foi minha primeira semana!




Sobre o Fevereiro Rereads

Fanpage, Facebook, Twitter, Instagram

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Precisamos conversar

      Oi, vamos conversar sobre umas coisinhas? Talvez fique meio confuso, mas estou aqui pra desconstruir algumas coisas sobre mim mesma, então, esse texto é basicamente recomendado pra quem se importa comigo (se você veio até aqui deve se importar um mínimo que seja), mas pode ter uma mensagem legal pra quem tem um perfil de personalidade parecido com o meu rs.
      Eu, como uma pessoa apegadíssima a memórias, ando sempre relendo coisas que postei há muito tempo nas minhas redes sociais, e não foram poucas as vezes que eu não gostei daquela pessoa que estava ali, postando aquelas coisas. O engraçado é que isso acontece pouco com relação aos textos aqui do blog, talvez porque esse espaço tenha sido, muitas vezes, palco de desabafos, onde eu fui mais eu mesma do que eu era nas redes sociais. Falando em redes sociais, sabe aqueles testes de Facebook? Então, esses dias fiz um desses testes e compartilhei o resultado só para ver a reação das pessoas e eu fiquei tão chateada quanto eu fico quando leio certos Tweets antigos daquela pessoa que eu já fui. O teste me descrevia como uma pessoa fria e "sem coração", e outras coisas do gênero, e ninguém (nem eu mesma) contestou o resultado, alguns curtiram e outros até concordaram. Então eu quis fingir que não, mas me chateei mesmo, não com as pessoas, mas comigo, mais uma vez eu fiquei chateada comigo.
      Sei que eu não sou cem porcento responsável pelo que as pessoas pensam de mim, mas não é como se eu não tivesse criado pra mim mesma essa imagem de "não sinto, não me importo, foda-se", não é como se eu não tivesse distribuído grosserias gratuitas que na maioria das vezes as pessoas não merecessem ouvir. Eu sei que eu tenho um jeito muito direto de dizer as coisas e que isso as vezes incomoda as pessoas, mas não é disso que eu estou falando, falo de grosserias mesmo, sem necessidade, sei que fiz muito isso e eu queria muito conseguir me desculpar o suficiente. Não é, também, como se eu não tivesse consciência do que eu estava fazendo porque eu me justifiquei não só uma, mas duas vezes, aqui mesmo neste blog (aqui e aqui). Eu dizia me esconder por trás de grosserias por medo de expor minhas fraquezas, mas talvez, acima do medo estivesse a falta de auto-estima e amor próprio, porque só isso justifica achar natural criar para os outros uma imagem negativa de si mesmo.
      Em muitos momentos eu acreditei nesta imagem que criei e não posso mesmo julgar ninguém por também ter acreditado, mas eu não quero mais, porque dói. Eu aprendi a gostar de mim, sabe, e não tenho motivos pra me boicotar fazendo as pessoas pensarem que eu sou alguém que eu não sou. Aprendi também que ter pessoas que se importam ao meu lado me fortalece e dizer a estas pessoas como eu me sinto em momento nenhum me tornou frágil, então não há porque ter medo, não tem porque me esconder. Hoje me considero uma pessoa mais simpática e até mais gentil, e sei que isso tem muito a ver com amadurecer, há muito a melhorar ainda, mas já me sinto uma pessoa melhor por ser cada vez mais eu.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Só tenho arranque?

Oi! Adivinha quem voltou a fazer vídeo? Adivinha quem não sabe o que fazer da vida? O vídeo abaixo é uma segunda versão bem resumida de um vídeo no qual eu passei 20 MINUTOS tentando entender qual é o meu problema: Será que eu só tenho arranque e por isso nenhum dos meus projetos toma forma real? Será que SEMPRE vai ter algo pra me atrapalhar? Será que eu sou do tipo de pessoa que não sabe lidar com as dificuldades e desiste muito fácil?
Com vocês, a volta do canal Inexplicável como eu:



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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015, Família e Star Wars

2015 pode não ter sido um ano muito gracinha, mas sempre dá pra tirar algo de positivo. Certo? No último vídeo do ano vocês vão ver o que teve de melhor em 2015 (pra mim, é claro), o que família + Star Wars significa pra mim. Vem ver!!



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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A Christmas Carol + Adaptações | Lendo de Noite

Está chegando a semana do natal, e quem viu o último vídeo, ou me conhece já há algum tempo, sabe que eu não sou a pessoa mais natalina do mundo e não tenho a melhor das relações com o mês de dezembro, mas se tem uma coisa ótima pra fazer durante este mês interminável é refletir sobre a vida. E o vídeo desta semana é sobre isso, sobre olhar pra nossas vidas e planejar um melhor futuro. Este foi o primeiro vídeo que gravei com alguém por perto me dando suporte, tive o apoio moral do meu sobrinho e foi bem legal. Espero que gostem das dicas.



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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"Solidariedade seletiva?"

Oi, eu sou Raquel, e sim, a postagem de hoje será por escrito por motivos de: problemas técnicos. Só pra explicar: gravei várias vezes até achar que o conteúdo do vídeo condizia com o que eu gostaria de falar, mas no fim das contas, fiquei sem foco o vídeo inteiro e isso já me tirou do sério. Pra piorar a situação, minha licença gratuita do editor expirou e por enquanto não tenho condições de comprar uma, e leva tempo pra encontrar outro editor gratuito com os mesmos recursos. Por sorte, durante todo meu estresse de tentar gravar o suposto vídeo de hoje, tive a ideia de escrever um texto sobre o tema, meio que como uma válvula de escape, e é ele que vocês lerão agora. VAI TER TEXTÃO SIM!
Preciso desabafar. Ando revoltada como esta guerra de "solidariedades" que está acontecendo no Facebook. Sabemos que o Facebook é um site usado mundialmente, e se tem uma coisa que vem sendo falada no mundo inteiro, é o atentado terrorista que aconteceu em Paris na última sexta-feira. O fato é que as pessoas sentem necessidade de ser solidárias, e diante desta situação é um tanto complicado ser solidário. Então o Facebook, de forma inteligente, deu um jeito nisso, dando pras pessoas uma forma simbólica de ser solidárias (E por que não se usamos símbolos o tempo todo?). Esta solidariedade é necessária, já que, afinal, as consequências deste acontecimento são ainda mais graves do que ele em si.
O grande problema foi a reação de várias pessoas ao fato de brasileiros terem aderido à ferramenta criada pelo Facebook. É como se ao colorir o perfil com as cores da França, as pessoas tivessem assinado um pacto para esquecer dos problemas do Brasil. E... NÃO!!! É completamente possível se preocupar com os resultados de um atentado terrorista na França e ainda assim se importar com o que está acontecendo aqui.


O Brasil acabou de passar pela pior tragédia do mundo relacionada a mineração, resultando na morte de um rio, de fauna, flora, pessoas... há pessoas desabrigadas e passando por necessidades de água e alimentos... Sim, precisamos nos preocupar. Só que as pessoas decidiram, ao invés de buscar formas práticas de serem solidários (através de doações, ou até mesmo de compartilhamentos de informações úteis), hostilizar e tentar invalidar qualquer manifestação de solidariedade que não fosse voltada à Mariana-MG, e principalmente se fosse voltada aos atentados de Paris.


Entendam que encher redes sociais com argumentos vazios e informações falsas (as pessoas se importam tão pouco que nem pra checar as informações antes de espalhar) está longe de ser algo solidário e quem tem compartilhado esse tipo de coisa está longe de ser superior a quem tem a bandeira da França sobre uma foto.
Então, antes de passar vergonha, que tal pensar no que é mais importante: se preocupar de verdade com tragédias, ou caçar tretas na internet?
E este é meu desabafo, e agora, depois de finalmente sentar e falar sobre isso, sinto um peso a menos nas costas.

UPDATE!
Lancei esta semana trechos dos vídeos "perdidos" nos quais eu falava do tema deste texto. Veja abaixo:

   

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Você não é o Batman (mas pode ser mais forte que ele)

Olá meninas que sambam na cara dazinimiga, tudo bem? No vídeo de hoje eu tenho um recado especial pra vocês.
Este é oficialmente o primeiro vídeo desta nova faze do Inexplicável como Eu e eu fiquei bastante nervosa enquanto fazia porque já vinha pensando nesse assunto fazia tempo e tinha muitas coisas que eu gostaria de falar, e queria falar direito, queria que ficasse legal. Provavelmente deixei de falar de alguma coisa que eu queria, mas acredito que tenha conseguido deixar o meu recado. Assistam e deixem seu feedback:



Sobre o livro:
Título: Mulheres, Retratos de respeito, amor-próprio, direitos e dignidade
Autora: Carol Rossetti
Editora: Sextante
Ano: 2015
Número de páginas: 160

Comentário: Além de ser esteticamente lindo, com ilustrações maravilhosas, ter uma capa com textura aveludada como um pêssego, e ter um leve cheiro de giz de cera (o que me fez sentir como se estivesse ganhando os desenhos originais da ilustradora), o conteúdo do livro é amor. Dividido em seis partes (Corpo, Moda, Identidade, Escolhas, Amores e Valentes), este livro nos apresenta as mais diferentes mulheres nas mais diferentes situações, nos convidando à respeitá-las independentemente das escolhas e dos estilos de vida que elas levam. É uma chamada a quebrar preconceitos através do simples ato de conhecermos umas às outras.


Veja algumas imagens do livro Mulheres:



A prova que você vai ser julgada de qualquer jeito

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Eu tenho fé na força do acaso

Não é que seja ruim fazer planos. Não é ruim de forma alguma. Mas as vezes as vezes viver fazendo planos transforma a vida em algo tão frustrante né? Porque nem todos dão certo, e porque se dá certo, você já está preparado, não tem surpresa. Por isso acho o acaso tão mais doce.
A semana passada estava toda planejada, mas, basicamente, deu tudo errado. À medida que um plano era frustrado, um novo aparecia para quase sempre dar errado de novo. Mas um acaso salvou minha semana.
Eu entro em muitas promoções, não que eu ache que eu vá ganhar mas vai que... Dessa vez foi uma promoção da rádio que minha mãe escuta, valendo um par de ingressos para um evento que minha mãe queria ir. Entrei na promoção muito mais por ela do que por mim, e (talvez por isso) ganhei.
Do acaso de ganhar uma promoção saiu o melhor momento da semana: o evento era um tributo ao
ABBA, uma das bandas que minha mãe me fez gostar, e ter ido ver ao lado dela foi tão lindo. Ver toda a empolgação da minha mãe me deixou tão bem e me fez pensar em como estes momentos vividos ao acaso geralmente me fazem bem melhor que as coisas planejadas e que é uma boa filosofia de vida, planejar menos, viver mais.
Então planejei escrever sobre isso e postar no blog assim que chegasse em casa. Mas não tinha internet.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Uma breve volta no tempo

Meu cabelo mudou algumas vezes
durante 2011, parece que alguém
estava tentando mudar alguma coisa.
É normal não lembrar se um ano foi bom ou não? Acho que 2011 não foi um bom ano, mas realmente não sei. Só sei que recentemente, olhando meu histórico da universidade, notei que aquele foi o ano das minhas notas mais baixas em todo o curso, e isto me fez pensar: "Onde eu estava em 2011?" E eu não lembrei.
Na tentativa de lembrar de 2011, fui até o Facebook dar uma olhada no meu histórico e encontrei muita coisa, um número exagerado de postagens e compartilhamentos. Descobri. Em 2011 eu estava na internet. Fui repassando na mente minha trajetória na internet no período entre 2010 e 2012 e eu tive dois blogs, dois perfis no Tumblr, dois no Twitter, um no Flickr, um no Facebook... eu estava completamente absorvida pela internet, e 2011 foi o ponto alto disso tudo.
Aqui no blog, meus textos de 2011 são, na sua maioria, reflexões melancólicas sobre a vida, o que deixa claro que eu não andava lá muito bem. E é claro que não. O ano de 2011 foi o primeiro que passei sem meu pai (que faleceu no natal de 2010), isso talvez justifique muita coisa.
Mas por que eu decidi falar de 2011 agora? É simples. Aquele ano foi a ultima vez que passei por um recomeço, e foi bem traumático, o que me fez temer bastante ter que passar por recomeços. O fato é que 2015 é um ano de recomeço.
Este é meu primeiro ano depois de me formar e eu não sei mesmo o que esperar dele, de fato, ando bem ansiosa. Me segurei bastante para não voltar a escrever no blog por puro medo de me ver mais uma vez presa na internet. É uma bobagem, mas é que as coisas andam tão fora do lugar que eu não quero ficar também.
Mas se querem saber, por enquanto as coisas andam até tranquilas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Depósitos de poeira

Há alguns meses eu li "A História Sem Fim", livro de 1979, do alemão Michael Ende. Li este livro pouco depois de ouvir alguém falar que não há porque ter livros na estante, principalmente hoje em dia que tudo é digital, se eles só servem pra virar depósitos de poeira. E eu pensei: "Quem disse que meus livros são só depósitos de poeira? Mal sabem a quantidade de vezes que eu namoro aqueles livros que já li faz tempo." Eu já achava importante ler o mesmo livro mais de uma vez e por isso tê-los sempre por perto, mas há alguns meses descobri que este hábito é fundamental e justifica demais ter livros na estante. 
“A História Sem Fim”, que além de uma narrativa incrível sobre heróis num reino de fantasia, que rendeu três adaptações cinematográficas entre os anos 80 e 90, traz reflexões valiosas para todos os amantes da literatura, das histórias, da fantasia. Dentre muitas lições, a mais importante é sem dúvida, a compreensão de que nenhuma história tem fim.
O momento do livro em que entendemos o título “A História Sem Fim”, nos ensina não só porque aquela história não terminará, mas o porquê de todas as histórias terem o potencial de serem infinitas. Aprendemos que toda história é sem fim porque ela recomeça sempre que é contada de novo e é modificada sempre que é contada de novo. Temos a capacidade de interferir em cada história que lemos através da nossa interpretação, por isso, a cada leitura a história muda. Você nunca lerá exatamente o que o autor escreveu, nem o que outra pessoa leu. E, principalmente, nunca lerá novamente o mesmo que da última vez que leu o livro. Por isso a releitura é importante, e eu diria fundamental.
Ao reler um livro, além de notar detalhes que talvez tenha deixado passar da última vez, se você está vivendo em um momento muito diferente do que estava na primeira vez que leu, sua interpretação provavelmente mudará bastante. Será uma experiência nova, como ler um novo livro. Por isso, não cometa o pecado de deixar um livro esquecido na estante depois de lido, releia assim que puder. E se for algo que você não pretende mesmo ler de novo, passe a diante, para que outros mantenham o contínuo daquela história. O importante, é não deixar a história morrer quando você fecha o livro.

domingo, 4 de maio de 2014

Somos todos o quê?

Eu sou branca, e isso significa que eu nunca sofri com racismo, o que me põe numa posição de observadora dele. O fato é que acaba-se de criar uma "moda" com relação ao racismo, não que seja ruim as pessoas debaterem o assunto, mas é que é muito ridículo ver como as pessoas agora decidiram fingir se preocupar com a questão do racismo, por mera manipulação midiática.
Vamos aos fatos: acho que todo mundo viu Daniel Alves comendo a banana que os torcedores racistas lhe jogaram, e como uma agência publicitária oportunista tomou isso como um ato contra o racismo e pagou pro Neymar, como quem não quer nada, subir uma foto comendo banana com seu filhinho loirinho, dizendo #SomosTodosMacacos. 
Agora vamos aos erros: quem criou a campanha aparentemente imaginou que Daniel Alves ao comer a banana admitiu ser um macaco e que isso foi um mega ato anti-racista. A questão é que Daniel Alves não disse que era um macaco, ele simplesmente comeu a banana como quem não está nem aí com o racismo dos torcedores, porque (1) quem sofre preconceito as vezes prefere ignorar mesmo, e (2) esse preconceito de hoje em dia, enquanto ele tem um emprego financeiramente invejável não deve ser nada comparado ao que ele deve ter sofrido quando era só um preto, pobre da roça. Ainda é um grande erro que se julgue que alguém que supostamente está se chamando de macaco é alguém lutando contra o racismo, já que esta comparação é uma das infinitas coisas que quem luta contra o racismo tenta combater. Então olha que lógica idiota do ser publicitário que bolou a campanha: Daniel Alves tá dizendo que é macaco, então se lutar contra o racismo é dizer que somos todos iguais, somos todos macacos iguais ao Daniel Alves. E assim nasceu a campanha anti-racismo mais idiota de todos os tempos.

domingo, 13 de abril de 2014

Registrando - parte 2


Quando tinha entre 16 e 17 anos (mais ou menos a época em que eu criei o blog) meu sonho era trabalhar com mídias e com texto, o que me levou a escolher a Publicidade. Ao conversar com pessoas mais velhas sobre o que eu queria com relação ao curso, eu falava sobre o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, que era pra onde eu gostaria de me encaminhar depois que terminasse Publicidade. O desejo era tanto que eu tinha mais certeza sobre o que eu queria depois do que o que eu queria antes, pra que fique claro, eu tinha dúvidas se a Publicidade era o caminho certo.
O fato é que eu não passei nesse vestibular, e acabei caindo no curso de História, para o qual eu não tinha planos, e fui tentando construir esses planos ao longo desses pouco mais de 4 anos e desisti da maioria deles, exceto aquele que me acompanhou no maior tempo do curso, o de fazer outra graduação. Durante muito tempo fiquei perdida em que graduação seria, mas ai pensei direito, tem algumas coisas que eu não quero perder, o tempo que passei na História e todo conhecimento e material de pesquisa que juntei ao longo do curso, e meu sonho (aquele antigo sonho). Juntando tudo isso parece sensato que minha próxima graduação seja Jornalismo, com o objetivo de seguir minha pesquisa (que envolve imprensa ilustrada) e me preparar do início ao fim do curso para o mestrado em Comunicação.
Claro que pra tudo isso eu preciso trabalhar muito. E claro que isso envolve ter um emprego. Um dos meus planos que venho mantendo durante a graduação é que quero passar num concurso público depois de formada, mas eu sei que enquanto isso não acontecer eu vou ter que me virar com o que der pra me manter na minha próxima faculdade. E se isso significa que eu vou ter que dar aulas, ótimo, faço licenciatura, quero ser professora, só não quero a vida toda.
Bom, estou apenas deixando registrado pra ver se um dia eu vejo dar certo, enquanto isso vou encarando meu último período de História, que tá punk, tá level hard.
Até a próxima.

domingo, 6 de abril de 2014

Registrando - parte 1

As vezes deixo algumas coisas da minha vida registradas aqui no blog só pra no futuro ver como um dia eu já pensei. Já escrevi muito sobre o que eu estava passando e sobre o que eu estava pensando, para o momento e para o futuro. Ao reler esses textos me vem a memória todos os meus planos meio perdidos de futuro, e pensando no agora, vejo que alguns desses planos não tem mais muito valor e vejo que hoje mais do que nunca tenho voltado a pensar como há bastante tempo atrás.
Agora que estou me formando, minhas esperanças quanto a formação que estou adquirindo tem caído catastroficamente, e me pego pensando em coisas muito parecidas com o que escrevi nessa postagem em 2012, não que eu ainda tenha essa opinião sobre a pesquisa, até porque tenho juntando material e lido por conta própria, para projetos futuros. E por falar em futuro, o que será dele?
O curso de história não tem se mostrado o melhor curso pra quem quer sair da universidade com um futuro profissional encaminhado e a melhor alternativa que eu vejo pra quem está terminando e investir em um mestrado e seguir nessa área mais acadêmica. Mas eu não estou investindo nisso. Nunca sonhei em ser historiadora e por isso, muitas vezes passou pela minha cabeça desistir, mas eu amo estudar história, não pelo futuro, mas pelo agora. E o que eu quero da vida? Quando eu escrevi esse outro texto em 2011, a minha vontade era largar o curso, fazer vestibular de novo e recomeçar a vida seguindo os meus sonhos. A verdade é que não demorou pra eu começar achar essa ideia idiota e perceber que eu não precisava recomeçar e sim continuar a vida, é também o que eu preciso agora, isso não me impede de ter sonhos e segui-los.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Por que não gosto de carnaval

Calma, prometo não ser chata, moralista nem conservadora, não sou dessas e nem pretendo ser. Amo o carnaval bem longe de mim, mas amo mesmo, respeito cada aspecto cultural da festa, admiro a alegria que provoca nas pessoas, a criatividade e a beleza das fantasias... mas quero tudo isso longe de mim.
Fui criada numa cidade em que o carnaval não tem tradição. Tem festa todo ano? Tem, mas uma festa que nem se compara com Recife, Olinda e outras cidades em Pernambuco que tem carnaval como tradição. Aqui as pessoas não se preparam o ano inteiro para o carnaval, aqui é só comprar a camisa e ir atrás do bloco e pronto, é um festejo com começo, meio e fim. Este é um dos motivos pra eu estranhar tanto meus amigos de Recife e Olinda falarem de carnaval em qualquer época do ano, já que fui acostumada a esquecer dele durante 11 meses. Uma festa ruim e sem tradição nunca me atrairiam, primeiro motivo pra não ter apego pelo carnaval.
Mas vamos partir pra uma questão mais pessoal, algo psicológico: Quando eu era criança tinha nojo de foliões. Entendam, não é moralismo, eu era CRIANÇA, o nojo era físico mesmo. Sempre que eu via de longe pessoas brincando carnaval, a minha sensação é de que estavam todos sujos, era repulsivo, eu nunca quereria aquelas pessoas perto de mim. Hoje eu tenho consciência de que não é bem assim, mas como controlar o inconsciente que ainda acha que foliões são repulsivos? (talvez eu precise de psicanálise). Outro ponto psicológico é: Tenho medo de aglomerados de pessoas. Quando vou pra um lugar cheio de gente, geralmente procuro o lugar mais vago possível, porque sei que começo a sufocar quando tem gente demais ao meu redor (sim, eu já andei de ônibus lotado u.u), é o fator psicológico da asma que alguns médicos (que provavelmente não tem a doença) dizem que não exite. Agora imagina o desespero que é estar cercada por uma multidão que me gera repulsão só de olhar? Só estive nessa situação uma vez, e a festa estava muito boa até que um frevo fez as pessoas se agitarem e eu ficar espremida entre elas, em desespero, querendo mais que tudo na vida sair dali. Depois desse dia nunca mais pisei na rua em dias de carnaval, e sempre que me imagino num bloco ou algo assim, me dá uma agonia e eu me imagino desmaiando. (talvez eu precise de psicanálise mesmo).
Mais recentemente tenho ficado triste no carnaval, porque lembro do meu pai, e suas festas de carnaval em casa, barulhentas, cheias de vizinhos, com muita bebida e muito desperdício de água pra molhar todo mundo e farinha de trigo pra sujar, e água e farinha e água... eu odiava tudo isso, mas é difícil se acostumar quando não tem mais.
Talvez vocês não entendam, achem que é frescura, mas não é. Claro que não considero um problema central na minha vida, o ano tem 11 meses sem carnaval, só preciso odiá-lo uma vez por ano, em outras épocas eu tenho outros problemas, só que acrescidos de coisas boas.

Esse mês o blog que vos fala fez 5 anos, clique aqui para ler meus agradecimentos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mudanças

Enfim o vídeo explicando as mudanças que o blog vai passar com a virada 2013/2014 (todos na torcida pra dar certo?). Vou logo me desculpando pela edição ter ficado péssima, mas meu editor está bugadíssimo e até então não sei usar outro (a menos que eu edite meus vídeos com Movie Maker rs), então perdão pelos cortes mal feitos e a falta de sincronização do áudio, foco no conteúdo. Vem gente!

sábado, 2 de novembro de 2013

Novembro de 2013

Faz mais de um mês que não venho aqui, não por falta de vontade, e nem por falta de tempo. Tive mais ou menos um mês de férias de setembro pra outubro e diversas vezes abri a página do blog mas em momento nenhum soube do quê falar, uma crise completa de inspiração. Agora estou aqui com a cabeça cheia de coisas precisando ser categorizadas: "isso é bobagem, aquilo é importante", e uma preguiça desgraçada somada à uma crise de enxaqueca daquelas que dura dias.
E o que tem na minha cabeça nesse início de novembro? Tem livros pra ler, trabalhos da faculdade pra fazer
eu "pensanu" na vida
(o período já começou com cara de fim de período), escrever algo que possa vir a ser uma monografia ano que vem (o que implica ler mais), ir atrás da escola em que irei fazer estágio supervisionado e iniciar de vez o estágio. Passa pela minha cabeça que tenho que terminar de organizar os arquivos que consegui recuperar no meu HD (porque mês passado perdi todos os arquivos do meu computador). As séries que tenho pra assistir... E penso, claro, no Inexplicável.
Nada do que eu planejei para o blog esse ano deu certo, não que meu rendimento por aqui tenha sido tão baixo, mas eu quis tanto me dedicar mais e não consegui. Tenho pensado em novas mudanças que tornem mais fácil me dedicar ao blog em meio a tantas coisas a fazer, devo fazer um vídeo daqui pro fim do mês explicando estas mudanças, depende da chegada da câmera nova (*-*). O que posso dizer, no geral é que vou tentar trazer de volta os textos semanais e os vídeos mensais, vamos ver no que vai dar.
nós 
No que mais eu tenho pensado? No ano de 2009, mais especificamente na virada de outubro para novembro. A viagem que fiz com minha turma de 3º ano completou 4 anos, e até hoje, a sensação é que não foi só uma viagem, mas um marco nas nossas adolescências e evidentemente nas nossas vidas por completo. Essa viagem pode até ser resumida em "histórias, bebidas, sorrisos e afeto em frente ao mar" (Leoni assinando nossa trilha sonora rs), mas pode ser muito mais do que isso, mas o que que tem demais é coisa de coração, só entende que estava lá. Pensei mesmo em fazer um texto aqui no blog sobre essa viagem, mas nem sempre o que se sente é algo que precisa ser dito, esses 4 anos tem um significado muito particular pra quem viveu aqueles momentos, então decidi apenas citá-la aqui, por ser parte daqueles pensamentos que eu posso separar como "importantes".
As vezes eu termino um texto deste tamanho e nem acredito que fui capaz de escrever tanto, é a melhor forma de perceber o quanto eu tinha na cabeça precisando ser posto pra fora... Talvez agora a enxaqueca diminua, talvez agora eu durma. Boa noite gente, até a vista.

sábado, 14 de setembro de 2013

Engrenagens

Não precisa entender de mecânica pra saber o quão importantes são as engrenagens para o funcionamento daquela determinada máquina ou aparelho. Existem diversos tipos de engrenagens e pra cada tipo uma função, mas o mais interessante é que elas nunca funcionam sozinhas, uma gira, que gira outra que mexe com outra e com esse movimento "coletivo" faz com que as coisas funcionem. Um objeto tão comum e aparentemente sem graça pode fascinar quando visto trabalhando em conjunto fazendo algo grandioso ganhar "vida".
Porque essa viagem toda tinha
que ter tido uma "inspiração"
Mas o que faz alguém parar pra escrever sobre engrenagens? Por que esse trabalho? Porque esse texto é muito mais que divagações sobre um componente mecânico, esse é um texto sobre pessoas. E o que pessoas tem a ver com engrenagens? Bom, talvez você já tenha entendido onde eu quero chegar, mas se não, é coisa simples que eu explico rápido. Pessoas, como engrenagens, são importantes para que as coisas funcionem, mesmo onde uma máquina faz tudo, pessoas são necessárias. Pessoas também não funcionam sozinhas, até tentam, pois pessoas tem algo que engrenagens não tem: individualismo. Mas de fato, o que é que se consegue 100% sozinho? As pessoas tem capacidade de fazer coisas grandiosas acontecerem, e é na coletividade que essas grandes coisas acontecem, assim como um grande relógio de uma torre funciona por anos através da "coletividade" das engrenagens.
Esse é um texto sobre nós, humanos, capazes de mover o mundo, mas nunca sozinhos, e mais importante, sem nunca parar, porque engrenagens só servem enquanto giram. E enquanto vivos é o que temos a fazer: nos unir e nunca parar, e só assim um mundo grandioso se fará ao nosso redor.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Desafio BEDM: 30 de Maio - Letting Go...

Deixar ir... desapegar... aparentemente nunca precisei me preocupar muito com isso, é claro que em alguns momentos da vida a gente tem que se acostumar que não tem mais algo, alguém... precisa aceitar, soltar. Mas digo que nunca precisei me preocupar muito com isso pois tenho uma forma muito prática de desapegar: não me apegar demais.
Sim, eu me apego à pessoas, situações, coisas, mas em tudo na vida me ponho limites pois pra mim é muito mais fácil não me apegar do que ter que desapegar depois. Pode ser um defeito meu, mas pode ser uma virtude também, não sei. Talvez faça parte do meu medo de parecer frágil, suscetível, de me expor...
Bom, como eu não tenho muito a dizer sobre o assunto, mas sempre consigo pensar numa música pra tudo, lembrei de uma que ilustra bem o significado de desapegar, deixar ir, letting go... e ilustra o quão difícil é e justifica meu medo de ter que passar por esse tipo de situação:

Nenhum de nós - Vou deixar que você se vá

Fiquem com essa delícia de música e até amanhã com a última postagem do desafio, beijos no cérebro.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Desafio BEDM: 23 de Maio - Nós cegos

Meu recado de hoje é curto mais cheio de significado, pelo menos pra mim. Hoje eu tenho de dizer o que foi que eu aprendi que não foi a escola que me ensinou. Estive pensando e me veio à cabeça um devaneio metafórico antigo meu, o qual já pensei em postar aqui mas me faltou ocasião.
O que posso dizer que aprendi é que os laços que fazemos na vida são iguais a laços literais, aqueles das caixas de presente, ou aquele que damos no sapato. Em quê são iguais? Simples, assim como laços literais, os laços que criamos com pessoas durante nossas vidas se puxados pra um lado podem se desmanchar facilmente, se puxados para o outro lado podem virar um nó cego daqueles que as vezes precisam de uma boa tesoura para nos livrar. E essas tesouras existem nas nossas vidas também, coisas que vem e rompem os laços que temos, mesmo aqueles que viraram nós cegos, mas felizmente nem todos tem uma boa tesoura por perto.
Pensem nisso leitores.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Desafio BEDM: 22 de Maio - Gente que... Como lidar?

Em vários momentos da sua vida você vai topar com um desses. Criaturas que vieram ao mundo pra atrapalhar e incomodar a vida alheia. Escola, faculdade, trabalho, sempre vai ter um desses que te joga bombas nas costas sem se preocupar com a seus planos, seu tempo, sua programação. E geralmente são aquelas situações que se você não fizer o que te jogaram a responsabilidade, quem mais se dá mal é você.
Geralmente são pessoas, essas pessoas, esses atrasos de vida, os maiores obstáculos à evolução acadêmica, profissional e por que não pessoal. Essas pessoas te fazem desacelerar e por vezes andar pra trás, e se você não for muito ligado, podem te fazer pensar pra trás também, pensar como elas.
Lidar com pessoas é o maior desafio da vida, exige muita ciência de si, personalidade e sangue de barata, mas é algo obrigatório e essencial. É clichê, mas eu sou do tipo que pede muito por mais paciência do que força, porque se eu tivesse força eu já teria sindo presa, mais de uma vez. Claro que eu também gosto te pessoas, das que eu não considero asquerosas, porque né, o mundo não é essa imperfeição toda, sejamos um pouco otimistas apesar dos milhões de motivos pra reclamar, não é possível que sejamos racionais só para sermos chatos e resmungões.
E pra não ficar só nos resmungos é que eu termino por dizer que vencer essas pessoas-obstáculos é o que te dá impulso na vida, é o que te evolui, no fim das contas tudo tem seu lado bom, mesmo que seja difícil descobri-lo.