sábado, 8 de dezembro de 2012

Interiorana

Já me perguntaram várias vezes o porquê de eu ainda não ter saído do interior já que eu estudo na capital e minha resposta costuma ser algo como "Deus me livre". Sempre passo por milhões de dificuldades no meu diário êxodo Carpina - Recife, não é tão longe, mas as ofertas de transporte são poucas o que me faz depender quase 100% do serviço de transporte universitário (beeem precário) oferecido pela prefeitura da minha cidade, serviço que anda mancando cada vez mais desde que a situação perdeu as eleições municipais. Tudo que já passei para ir e voltar da universidade desde 2010 já me fez, sim, pensar em morar na capital, ou próximo a ela, assim eu teria transporte garantido todos os dias e em horários mais adequados, caso eu viesse a perder um ônibus, em algum momento viria outro. Parecem boas vantagens, mas não é o suficiente pra me convencer a sair do interior. Vejamos, o transporte da prefeitura é capenga mas é "gratuito", eu não pago aluguel aqui na minha cidade, e meus gastos domésticos são poucos já que moro com minha mãe e ela quem administra a casa, aliás, minha mãe talvez seja o principal motivo pra eu não querer sair de casa, talvez ela nem precise tanto assim de mim, mas eu preciso demais dela pra querer bancar a independente, sabe. No mais, eu gosto da minha cidade, é razoavelmente tranquila, e não faz metade do calor que faz em Recife, gosto de Recife pra estudar, sair à noite, ir ao cinema... mas viver em meio à agitação e calor em excesso me matariam.
Pensei em tudo isso após uma semana fora de casa. Estava em Paulista (cidade da região metropolitana de Recife), na casa de uma tia. No bairro onde estava me sinto mais no interior do que aqui em Carpina, é tudo quase sempre muito parado, é até meio trabalhoso entrar e sair de lá (rs),  mas sair ao encontro da cidade é dizer "oi" ao caos completo, só quem sobe e desce de ônibus todo dia em cidades movimentadas sabe. Estava lá porque precisava chegar cedo à universidade, coisa que o transporte municipal de Carpina não me deixa fazer, é a vantagem de não depender deste transporte. Não posso dizer que foi de todo ruim, mas afirmo que todos os dias senti falta de sentir uma brisa que não fosse quente, da privacidade dos cômodos da minha casa e principalmente de estar com minha mãe e de comer a comida dela. Pelo visto eu ainda não estou pronta pra ganhar o mundo.
Passei a semana longe de casa porque fui monitora do Ciclo de Palestras de História que aconteceu na UFRPE, neste evento eu respirei história de uma forma diferente da que sou acostumada a respirar durante as aulas do curso, e renovei meus ânimos para encarar o semestre que começa na próxima terça (é o segundo semestre de 2012 atrasado por conta da greve), estou pronta pra encarar meu sexto período do curso de história, mas me atormenta o problema com o transporte e a ideia de passar sabe lá quanto tempo mais longe de casa, mas por enquanto, vou deixar isso pra lá e aproveitar minha cama que há dias não me via.
Daqui pra frente: "Fé em Deus e pé da tábua!"

6 comentários:

Yuusuke disse...

O interior é muito melhor que a cidade.
http://nipponpress.blogspot.com/2012/12/fortes-nevascas-atingem-regioes.html

Marco disse...

minha cidade é no litoral, mas é tranquila, é pequena e só fica bastante movimentada no verão.

Lucas Adonai disse...

Moro na grande SP! Loucura ;d

Paulão Fardadão Cheio de Bala disse...

O povo do interior é mais interiorano.

Jac Bagis disse...

já morei na capital (SP) e há 4 moro no interior (PR)... qr saber? não troco mais interior pela capital!

bjksssss

Fernando disse...

Olá
É dificil essa situação né, mas a vida na capital é absurdamente cara. Espero que consiga sempre conciliar essa rotina interior-capital que não deve ser facil.

gde abrsss
fernando
http://fernopinari.blogspot.com.br/