quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Transformado em papel

Sempre perco as contas do número de reclamações que eu faço enquanto assisto filmes baseados em livros, por melhor que o filme seja e por mais fiel à narrativa que ele possa parecer, quem tem uma relação com os livros sabe que nada se compara à leitura e que nunca, eu disse nunca, irão conseguir fazer um filme à altura do livro no qual ele se baseia.
Mas e quando é ao contrário?
Na verdade eu nunca tinha parado pra pensar na possibilidade de livros serem inspirados em filmes até meu último aniversário. O mais próximo que eu já tinha chegado de ler um livro baseado num filme foi quando li Edward mãos de tesoura de uma coleção chamada Cinematoteca VEJA, o livro evidentemente conta a história do filme, mas se aproxima mais de uma ficha técnica detalhada do que uma narração. Maas, mês passado, em meu vigésimo aniversário, meu irmão mais velho me deu um livro que até então eu nem sabia que existia: Branca de Neve e o caçador. Dai eu pensei: "Nem sabia que esse filme era baseado num livro.", e peguei o livro, fui olhando a capa, lendo a sinopse, passando as páginas e PAM "Um romance de Lily Blake baseado no filme...". Então quer dizer que agora estão transformando cinema em papel? Pelo visto sim, mas, isso é bom ou ruim?
É claro, mas é obvio mesmo, que o objetibo de fazer livro de filme é um só: vender. Venhamos e convenhamos que vem dando super certo unir os públicos de cinema e literatura, criando um novo público, um público que só considera completa a experiencia de ver e ler aquela obra. Mas e agora? A experiência da leitura fica incompleta quando não podemos ver atores representando aquela história? Será que os livros viraram simples complementos dos filmes? Será que só eu fico realmente incomodada com isso?
Mas deixando isso tudo um pouco pra  lá... sim, eu li Branca de Neve e o caçador, e fiquei feliz em poder conhecer uma ótima história sem precisar ver a atuação de Kristen Stuart (é preconceito sim, falei), mas no geral achei uma leitura bem diferente, em alguns momentos me senti como lendo qualquer outro romance, em outros parecia que alguém estava me contando o filme evidentemente narrando as cenas com muitos detalhes. Não sei se teria essa sensação se tivesse lido sem saber do fato do livro ter sido antes um filme, nem nunca vou saber, mas foi assim que aconteceu.

Deixo aqui meu tchau, esperando seu comentário.
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4 comentários:

Macaco Pipi disse...

Tomara que o "diferente" seja algo bom!
ehhee


http://www.ziqzira.com.br/

Guilherme Augusto disse...

Ela adorou ter feito o filme... quem não gostou muito foi o namorado rsrs mas pretendo deixar passar este filme... tem outros mais importantes para ver :)

Lucas Adonai disse...

Então... essas histórias pelo que eu estudei em algumas obras literárias, são na verdade contos erócitos, cujo a protagonista é na maioria das vezes violentada sexualmente! Branca de neve, Rapunzel e cia. na verdade não passam de "histórias para adultos". Interessante, não?

Desejos de Sábado disse...

Oi, Raquel!
Acho que essa é uma coisa boa, já que atrai um público que não é acostumado a ler ao mundo da literatura. Óbvio que é um golpe de marketing, mas, contanto que o livro e o filme sejam bons, não vejo mal nisso.

Beijos,
Gabriel
http://desejosdesabado.blogspot.com.br/